30 abril 2013

Chá de Hibiscus

O chá de hibiscus ou hibisco é o queridinho da vez. A flor da espécie Hibiscus sabdariffa L. provém da África e da Ásia, especialmente da Índia. Atenção: não é a flor encontrada em jardins Hibiscus rosa-sinesis.

Conhecido por atuar no controle do colesterol, possui antocianina, que integra o grupo dos flavanóides (sendo assim similar ao vinho) e de mucilagem, pigmentos flavonóicos, acido tartáricomálico, cítrico e hibístico, fitosteróis (sitosterol, campestrol, ergosterol, estigmasterol).

O chá ajuda no processo digestivo, diminuiu o acúmulo de líquidos no organismo e auxilia no processo de emagrecimento e é antiespasmódico. Contém antioxidantes que ajudam a combater o envelhecimento precoce e doenças do coração. Também utilizado como laxante leve.


O hibiscus pode igualmente ser consumido na forma de suco, com uma colher de chá da flor mergulhada em um litro de água de um dia para o outro. Depois é só misturar no liquidificador com as frutas preferidas. Como chá, ele pode ser consumido aquecido ou gelado, dependendo da temperatura ambiente e do gosto de cada um. Seu sabor é levemente azedo.

As informações acima citadas podem ser comprovadas em pesquisas já realizadas na Índia, verificando sua influência de forma benéfica ao se tratar da diminuição da gordura circulante do plasma e do fígado, supostamente devido a sua propriedade de seqüestrar radicais livres e à presença de antioxidantes naturais na planta.

Segundo estudo brasileiro realizado em Porto Alegre sobre plantas medicinais, o Hibiscus sabdariffa aparece no topo das ervas utilizadas pela população para emagrecer. Pesquisas vêm sendo realizadas para verificar os possíveis efeitos da planta e suas relações com a perda de peso.





Lembre-se sempre de procurar um profissional nutricionista para a indicação sobre seu caso.



Fontes:







22 abril 2013

Acne


A acne é uma afecção crônica, universal, multifatorial, inflamatória ou não inflamatória, que surge na puberdade, podendo surgir na mulher adulta em endocrinopatias. Caso não seja tratada, pode perdurar por toda adolescência e se estender até a fase adulta.

A prevalência de acne é muito menor em áreas rurrais e sociedades não industrializadas. Observações e relatos de casos ratificam esse dado ao sugerir que a acne se desenvolve em grupos que consomem alto conteúdo de glicose, dieta típica das sociedades modernas e industrializadas.

Acne e a Alimentação:

A discussão acerca dos alimentos que agravam o quadro acneico ainda é controversa. Os alimentos mais relacionados são: chocolate, nozes, produtos lácteos, alimentos gordurosos e condimentados, carboidratos simples.
A modificação dos hábitos alimentares, com a substituição do consumo de alimentos naturais pelos processados e industrializados parece contribuir para o desencadeamento da acne.

O que evitar?

✓Dieta hiperlipídica, ou seja, com muita gordura;

✓Hiperpermeabilidade intestinal: acontece quando as estruturas de adesão às células intestinais são destruídas, deixando passar para o sangue substâncias que não deveriam entrar. Alguns fatores como má digestão, hipocloridria, toxinas bacterianas, irritantes químicos, radicais livres e disbiose podem causar ou agravar a hiperpermeabilidade intestinal.

✓Dieta com alto índice glicêmico: bolos, pão branco, sorvete, biscoito, crackers, milho, cuscus, tapioca,  batata cozida/frita, mel, glicose, sacarose (entre outros).

✓Leite e derivados: Pela presença de hormônios de crescimento IGF-1 e a somatropina bovina afetam diretamente o IGF-1 humano. Além da questão do leite ser um alimento alergênico em potencial. Já foram identificadas mais de 25 frações proteicas alergênicas, entre elas: soroalbumina, gamaglobulina, alfalactoalbumina, betalactoglobulina e caseína.


O que preferir?

✓Zinco: Ostra, Gérmen de Trigo, Castanha-do-pará, Semente de Girassol e Abóbora entre outros.

✓Selênio: Castanha-do-pará.

✓Cobre: Mariscos, Cereais Integrais, Passas e Cacau.

✓Vitamina B5: Batata Doce, Abacate, Lentilha.

✓Vitamina B6: Aveia, Banana, Nozes, Abacate, Semente de Girassol, Grãos Integrais.


Lembre-se que para uma maior orientação e uma alimentação personalizada, procure um profissional Nutricionista!



Fontes:

Gomes RK, Damazio MG. Cosmetologia. Descomplicando os princípios ativos. São Paulo: Livraria Médica Paulista, 2009.
Sanches O. As várias formas de acne. São Paulo: Revista Personalité 2008; 11(55):18-19
Strobel S. Dietary manipulation and induction tolerance. J Pediatr 1992; 121 (5 Pt 2):S74-9
Paschoal V, Naves A, Fonseca BLBA. Nutrição clinica funcional: dos principios a pratica clinica. São Paulo: Valéria Paschoal, 2007. p. 154-77
Pujol AP, Pereira EF. Nutrição Aplicada a Estética. Rio de Janeiro: Editora Rubio, 2011

26 março 2013

Ranking dos Agrotóxicos




Em 2010 a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), avaliou 2.488 amostra de alimentos, sendo que 28% apresentaram resultado insatisfatório para a presença de resíduos dos produtos. Deste total, 605 (24,3%) amostras estavam contaminadas com agrotóxicos não autorizados. 

“Os resultados insatisfatórios devido à utilização de agrotóxicos não autorizados resultam de dois tipos de irregularidades, seja porque foi aplicado um agrotóxico não autorizado para aquela cultura, mas cujo [produto] está registrado no Brasil e com uso permitido para outras culturas, ou seja, porque foi aplicado um agrotóxico banido do Brasil ou que nunca teve registro no país, logo, sem uso permitido em nenhuma cultura”, conclui o relatório do Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos de Alimentos (Para).

Em amostra de pimentão, foram encontradas sete tipos diferentes de agrotóxicos irregulares. A batata foi o único alimento sem nenhum caso de contaminação nas 145 amostras analisadas.

A agência reguladora constatou também que, das 684 amostras consideradas insatisfatórias, 208 (30%) tinham resíduos de produtos que estão sendo revistos pela Vigilância Sanitária ou serão banidos do país, como é o caso do Endossulfan e do Metamidófos, que serão proibidos no Brasil nos próximos dois anos.

Em 2010, foram avaliados resíduos de agrotóxicos em 18 tipos de alimentos em 25 estados e no Distrito Ferederal. São Paula não participou do programa.




Fontes:


25 março 2013

Toxinas e o Ganho de Peso


Alguns alimentos são tóxicos para o nosso organismo e fazem parte da nossa alimentação.
Essas toxinas tem afinidade por tecido gorduroso, contribuindo para a inflamação e dificultando a perda de peso. Influenciando também no apetite, no metabolismo e na saciedade.

A eliminação do excesso desses pseudo-alimentos melhora não só o nosso peso, mas como nosso metabolismo e a nossa saúde, principalmente!

Os alimentos:


Proteínas de origem animal (queijo, leite, carne, frango, peixe, ovos) – Carne, frango e laticínios podem conter vestígios de antibióticos, pesticidas, e são de difícil digestão e eliminação por parte do aparelho digestivo.
Produtos industrializados (pacotinhos, conservas, caixinhas, latinhas, etc) – O alimento industrializado não tem o mesmo teor de nutrientes que o fresco. Além disso, é rico em corantes, conservantes, adoçantes, sódio, que atrapalham o funcionamento orgânico.
Soja: A soja é hoje, em sua grande maioria, transgênica. Muitas pessoas não sabem que ela tem um potencial grande de provocar gases e dificuldades digestivas.
* Cafeína: O café prejudica o aprofundamento do sono e a sua qualidade. Ele ainda faz com que o fígado, principal órgão responsável pela detox funcione de maneira alterada. O café acelera, agita, aumenta a ansiedade e ainda provoca perda de alguns nutrientes.
Açúcar e adoçantes: Ambos tem a capacidade de liberar insulina, um hormônio produzido pelo pâncreas que quando muito acessado aumenta o acúmulo de gordura abdominal. Ou seja, consumir produtos adoçados artificialmente não ajuda a perder peso.
Farinha de trigo: Passa por muitos processos agrícolas diferentes e refinamento. Isso faz com que o organismo perca a tolerância com este elemento que normalmente está disponível em pães, biscoitos, massas, bolos… Além disso, gera uma carga acida orgânica.
Agrotóxicos: Já está comprovado que agrotóxicos têm diversos efeitos deletérios à saúde desde comprometimento com o aumento de produção de radicais livres até o câncer em diversos locais.


Fontes:
FONSECA, A.B.B.L; NAVES, A.; PASCHOAL, V. Nutrição Clínica Funcional. 1 ed. São Paulo: VP, 2007.


11 março 2013

Qual Panela Usar?



Quando falamos em alimentação não podemos esquecer de um item fundamental: A Panela.
Nela fazemos o nosso alimento e muitas vezes armazenamos.

E afinal, existe uma panela melhora para cozinhar? Quais as vantagens e desvantagens de cada panela?

O livro "Por dentro das Panelas" da Nutricionista Késia Diego Quintaes, publicado pela Editora Varela conta um pouco mais de cada Panela.

Abaixo um resumo dos Prós e Contra de cada uma!


Material
VantagensDesvantagens
Alumínio
Leveza; rápido aquecimento; preço; facilidade de manipulação.
Libera alumínio (que, suspeita-se que esteja ligado a doenças como o Alzheimer); aderência; pode alterar sua forma com o tempo.
Aço Inox
Fácil limpeza; durabilidade; mantém o calor do alimento. Aquecimento lento (pode ser uma vantagem a depender o que se pretenda cozinhar).
Preço; libera níquel nas primeiras vezes que são usadas (deve-se ferver 3 águas antes de usar uma panela nova); aquecimento lento; risca; escurece com o tempo.
Vidro
Atóxico; rápido aquecimento.
Preço; peso; fragilidade; aderência; requer habilidade no preparo para não queimar o alimento.
Cerâmica
Fácil limpeza; mantém o alimento aquecido.
Libera chumbo e cádmio de antigas (1980); fragilidade; requer habilidade no preparo para não queimar o alimento; preço pode ser alto.
Barro
Preço; mantém o alimento aquecido, vai ao forno e na chama do fogão.
Peso; requer cura para impermeabilizar; aquecimento lento; facilidade de adesão de sujeira.
Ferro
Libera ferro, durabilidade,  preço baixo, mantém o calor do alimento, facilidade na limpeza.
Peso; interfere na cor e no sabor dos alimentos; aquecimento lento; requer cuidado na hora de secar e guardar.
Antiaderente
Teflon
(politetrafluoretileno)
Rápido aquecimento; mantém o aquecimento; fácil limpeza; possibilita menor uso de gordura; preço.
Com o tempo o antiaderente se desgasta; pode promover a formação de substâncias pouco seguras; não deve ser usada para preparar alimentos proteicos.
Esmaltado
Peso; fácil limpeza; mantém o aquecimento; rápido aquecimento.
Preço alto; as antigas (1985) não devem ser usadas, requer habilidade no preparo para não queimar o alimento.
Pedra Sabão
Naturalmente antiaderente; libera cálcio, magnésio, ferro e manganês; cozinha lentamente; preço.
Peso; fragilidade; dificuldade de ser encontrada; in natura libera níquel (deve-se ferver 3 águas antes de usá-la); aquecimento lento; requer tratamento de cura.                                   














Quanto as tábuas, no livro a indicação são as plásticas por serem fáceis de limpar e menos porosas que as de madeira, que facilitam o acúmulo de bactéria pois são difíceis de limpar.
Eu ainda prefiro as de vidro, tendo sempre o cuidado de não deixar lascar, para não soltar vidro no alimento, elas são fáceis de limpar e não formam nenhuma rachadura (com o passar da faca) para acúmulo de bactérias.


Dúvidas? Me escreva!
Até a Próxima.


Fonte:
Livro Por Dentro das Panelas (Nutricionista Késia Diego Quintaes), Editora Varela.

08 março 2013

10 mil acessos


Faço esse post para agradecer a todos que acessam ao Blog. Estou muito Feliz!

Gosto muito do que faço, e aqui tenho a oportunidade de compartilhar tudo que aprendo com vocês!

Continuem acessando, compartilhando e tirando suas dúvidas por email!

Esse espaço é dedicado a todos vocês!!!

Obrigada.

beijos nutritivos,

Clara Fonseca

TDAH e a Nutrição



O que é o TDAH?

O Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) é um transtorno neurobiológico, de causas genéticas, que aparece na infância e freqüentemente acompanha o indivíduo por toda a sua vida. Ele se caracteriza por sintomas de desatenção, inquietude e impulsividade. Ele é chamado às vezes de DDA (Distúrbio do Déficit de Atenção). Em inglês, também é chamado de ADD, ADHD ou de AD/HD.

Como a Nutrição pode ajudar?

Estudos recentes mostraram que distúrbios de aprendizado, autismo, TDAH,  atraso no desenvolvimento, e hiperatividade tem uma correlação com sensibilidade ao glúten. A sensibilidade ao glúten é uma resposta imunológica exagerada a proteína de cereais como o trigo, centeio e a cevada em indivíduos geneticamente predispostos.
Diferente da doença Celíaca, que é uma doença inflamatória autoimune do intestino delgado, que apresenta como um dos sintomas: diarréia, distensão e dor abdominal, a sensibilidade ao glúten pode atingir qualquer outro órgão sem necessariamente comprometer o intestino.

O consumo exagerado de pães, massas seria o gatilho para essas doenças neurológicas.
Ao ingerir esses produtos as enzimas digestivas entram em ação para promover a quebra e absorção, porém essas moléculas são muito grandes, não sendo totalmente digeridas e alguns pedaços dessas moléculas ultrapassam a barreira intestinal, principalmente onde há uma permeabilidade alterada, e ao atingir a corrente sangüínea ela é identificada como "invasora" ativando os antígenos-anticorpo formando um complexo. Esse complexo pode se depositar no sistema nervoso causando sintomas psiquiátricos, cognitivos e de comportamento.
A retirada do glúten da dieta alivia os sintomas de um número significativo de pacientes.

Além do tratamento com medicamento é necessário avaliação de sensibilidade do glúten, além de manter uma mucosa intestinal saudável e avaliar outras deficiências nutricionais.


Fontes:
ABDA - Associação Brasileira do Déficit de Atenção
VP - Nutrição Funcional
Livro: Autismo Esperança pela Nutrição. Autora: Claudia Marcelino 
Associação de Atenção e hiperavtividade (TDAH) e Doença Celíaca: um breve relatório
Alcebra/RJ