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14 janeiro 2016

Leite e Derivados


Assunto recorrente no consultório é a grande questão de consumir ou não leite de vaca. Para entendermos melhor, o que mais diferencia é a composição de proteínas e minerais.

A relação da proteína do soro/caseína no leite humano é 80/20, no de vaca 20/80. Essa baixa concentração de caseína do leite humano, representa uma melhor digestibilidade. E o leite bovino contém betalactoglobulina, uma proteína que NÃO existe no leite humano e é comprovadamente a mais alergênica do leite de vaca para humanos, e principalmente não termos enzimas que digerem esta proteína.

Existem muitos estudos que demonstraram existir mais de 25 frações alergênicas no leite de vaca. O leite bovino possui 3x mais proteína que o leite humano, acidificando o pH sangüíneo e sobrecarregando o rim, quando consumido em alta quantidade, e aumentando a excreção de cálcio. E por falar em cálcio, esse está presente 3x mais no leite bovino, porém em desequilíbrio com outros minerais o que prejudica sua absorção.

As proteínas alergênicas do leite e derivados provocam uma inflamação na mucosa gástrica, alterando sua absorção de nutrientes e a produção de substâncias como serotonina, hormônios, enzimas digestivas produzidas ali. Macromoléculas também conseguem ultrapassar a mucosa intestinal alterada provocando reação do organismo, pois são entendida como antígeno (substâncias estranhas).

Estudos comprovam a relação da alergia ao leite de vaca com: otite, dermatite, rinite, sinusite, bronquite asmática, amigdalite, obesidade, resistência a insulina, aumento do muco, gastrite, enterocolite, esofagite, refluxo, constipação intestinal, enxaqueca, fadigas sem explicação, artrite reumatóide, falta de concentração, TDHA, dislexia, ansiedade e depressão.

Procure um nutricionista para orientar!

Felicidade Faz Parte da Dieta!




Artigos:
1- New A.S., et al. Dietary influences on bone metabolism: further evidence of a positive link between fruit and vegetable consumption and bone health? Am. J. Clin. Nutr. 2000;71:142-51.
2- Iacono,G. MD, et al. Chronic constipation as a symptom of cow milk allergy. The Journal of Pediatrics.1995; 126 (1): 34-39.
3- Gaby, A.R., M.D., The role of hidden food allergy/intolerance in chronic disease. Alt Med Rev, 1998; 3(2): 90-100.
4- Boris M, Mandel F.S. Foods and additives are common causes of the attention deficit hyperactive disorder in children. Ann Allergy, 1994; 72:462-468.
5- Nsouli, TM, Nsouli, SM, Linde, RE, et al. Role of food allergy in serous otitis media. Ann Allergy,1994; 73:215-219.
6- Ogle KA, Bullock JD. Children with allergic rhinitis and/or bronchial asthma treated with elimination diet. Ann Allergy, 1977; 39:8-11
7- Ratner D, Eshel E, Vigder K. Juvenile rheumatoid arthritis and milk allergy. J R Soc Med, 1985; 78:410-413.
8- Monro J, Carini C, Brostoff  J. Migraine is a food allergy disease. Lancet, 1984; 2:719-721
9- Stromqvist M, Falk P, Berstrom S, Hanson L, Lonnerdal B, Normark S, Hernell O - Human milk k-casein and inhibition of Helicobacter pylori adhesion to human gastric mucosa. Journal of Pediatric Gastroenterology and Nutrition, 1995; 21: 228-298.
10- Saarinen UM and Kajosaari M - Breastfeeding as prophylaxis atopic disease: a prospective follow-up study until 17 years old. The Lancet, 1995;346: 1065-1069.
11- Pollack JI. Associações de longa duração com a alimentação infantil em uma população de bebes clinicamente comprometidos. Development Medicine and Child Neurology, 1994;36: 429-440.
12- Bishop NJ, Dahlenburg, Fewtrell MS, Morley R, Lucas A. Early diet of preterm infants and bone mineralization, Acta Pediatric, 1996;85: 230-236.  
13- Ctenas, MLB, Vitolo, MR.Crescendo com Saúde: o guia de crescimento da criança. São Paulo: C2 Editora e Consultoria em Nutrição Ltda, 1999.
14- Composição do leite materno. Disponível em URL http:// www.aleitamento.org.br/composi.htm
15- Murray, M. T. Encyclopedia of nutritional supplements. Rocklin: Prima Health,1996. 488p.
16-Lin, R. Y., Schwartz, L. B., Curry, A. et al. Histamine and tryptase levels in patients with acute allergic reactions: Na emergency department-based study. J.Allergy Clin. Immunol. 106(1 Pt 1): 65-71, 2000.
17-Rena, RJM. A Mulher e a Osteoporose: Como prevenir e controlar. São Paulo: Iátria, 2003.
18- Brotoff, J, Gamlin, L. Food allergies and food intolerance. Bloomsbury: Vermont, 2000. 414p.

08 julho 2015

Dermatite Atópica na Nutrição Funcional


A dermatite atópica é uma condição inflamatória da pele, caracterizada por vermelhidão, prurido (coceira) e lesões eczematosas (foto). Afeta principalmente crianças, sendo que 60% desenvolvem a doença antes dos 5 anos de vida. O tratamento envolve o afastamento dos fatores irritantes, como alérgenos alimentares, hidratação adequada da pele e controle da inflamação com medicamentos, como antihistamínicos e corticosteróides. Como não há cura definitiva, pesquisadores têm buscados em terapias complementares uma alternativa para alívio dos sintomas. No que se refere à nutrição, sabe-se que alimentos alergênicos como leite, aditivos alimentares, trigo, soja, peixes, ovos, amendoim são importantes responsáveis pelos sinais da dermatite atópica. A exclusão destes alimentos reduz as manifestações dermatológicas em mais de 50% das crianças.
Probióticos (bactérias boas), principalmente bifidobactérias, tem sido administrados nestes casos, pois possuem ação imunomodulatória sobre o sistema imune adaptativo e inato intestinal, melhorando a barreira mucosa intestinal e reduzindo a produção de substâncias inflamatórias no trato digestório. Outro suplemento indicado é o ácido gama-linolênico (GLA), presente nos óleos de borragem e prímula.  O mesmo possui efeitos antiinflamatórios na pele, diminuindo a coceira e o ressecamento. Quantidades devem ser discutidas com nutricionistas.
Em adultos existem estudos com fitoterápicos, como o chá de oolong, o ginseng, a erva de São Cristóvão e o alcaçuz, com bons resultados. Porém, outras pesquisas ainda são necessárias para avaliação da eficácia clínica e segurança, principalmente quando administradas por longos períodos.
Outra grande promessa, no tratamento da dermatite atópica, é a vitamina D. A mesma facilita a cicatrização das feridas e reduz a síntese de substâncias inflamatórias. Alimentos ricos em antioxidantes, como a vitamina A, vitamina E e zinco estão indicados.
Fonte: Oliveira, D. Abordagem nutricional funcional no tratamento da dermatite atópica. Revista Brasileira de Nutrição Funcional, ano 14, ed. 58, p. 8-15. 2014.

13 outubro 2013

Saúde Intestinal: Como vai a sua?


Quando pergunto sobre o intestino, as pessoas responde: "funciona muito bem! Vou ao banheiro todos os dias!". Mas será que é só isso que importa? Não! A saúde intestinal está ligada há muitas coisas: depressão, insônia, emagrecimento, fadiga, baixa imunidade, gases, intolerância alimentares, processo de desintoxicação, absorção de micronutrientes, entre outras.

Quanta coisa né? E então, será que tudo está funcionando?

O Intestino é considerado o nosso segundo cérebro, já que nele é produzido uma parte (80%) da serotonina (hormônio do bem estar) e ainda contribui com a defesa do nosso organismo. O desequilíbrio chama-se DISBIOSE INTESTINAL, e está diretamente interligado com a nossa alimentação. E aí o que realmente importa (nesse caso e sempre!) é a qualidade da alimentação! Ao invés de perguntar quantas calorias tem isso ou se vai engordar ou não, porque não começamos a nos
perguntar o que isso vai trazer de benefícios para o meu corpo?

Excesso de alimentos industrializados, refinados, juntamente com baixo consumo de frutas/verduras/legumes, água e jejum prolongado geram um quadro propício para disbiose intestinal.

A exclusão dos industrializados/refinados e a troca por frutas/verduras/legumes e alimentos integrais já é um bom início para uma boa saúde intestinal. Em alguns casos recomenda-se (sob orientação profissional) o uso de probióticos (microorganismos vivos que melhoram a flora intestinal).


Fontes:
Imagem: Blog Dra Luana Vasconcelos
Aulas de Pós-Graduação Nutrição Clínica Funcional - VP Consultoria 
Livro Nutrição Aplicada a Estética - Ana Paula Pujol
Livro Síndrome Fúngica - Denise Madi Carreiro
Livro Nutrição Clínica Funcional, do princípio a prática - Valéria Paschoal