29 janeiro 2013

Orgânicos para uma Vida Saudável

Imagem: Korin


É fundamental que façamos uma avaliação na qualidade da nossa alimentação. Cada dia mais o consumo de produtos industrializados aumenta e com isso aumenta também os danos a nossa saúde.

Até mesmo quando consumimos nossos legumes e verduras, estamos ingerindo uma quantidade de agrotóxicos, antibióticos e outros produtos químicos.

"É necessário uma avaliação cuidadosa sobre os "bons resultados" obtidos pelo uso indiscriminado de agrotóxicos, que têm caráter passageiro e acarretam graves conseqüências ao meio ambiente. 

A impregnação de resíduos químicos nos alimentos, a alteração do verdadeiro sabor dos mesmos, o comprometimento da saúde do lavrador, que manipula tais produtos, e do consumidor, além da contaminação de mananciais, leitos de rios, lençóis freáticos, enfim da ampla degradação ambiental que afeta toda a cadeia alimentar.


O uso de agroquímicos foi difundido e intensificado como prática convencional a partir da Primeira Grande Guerra Mundial, época em que a escassez de alimentos impulsionou a produção agrícola em larga escala e em tempo acelerado, o que promoveu um impacto ambiental devastador. 

A aplicação de agroquímicos no solo altera seu ciclo natural e causa desequilíbrio biológico em função da eliminação de microrganismos fundamentais ao desenvolvimento das plantas que, com suas características modificadas, tornam-se dependentes dos produtos químicos."

A agricultura Orgânica tem diferentes correntes que vem crescendo pelo mundo todo.

Dentre elas temos: a agricultura biodinâmica, biológica, orgânica, natural, permacultura, agroecologia.

Vou descrever duas delas a Orgânica e a Natural.


Agricultura Orgânica:



"O pesquisador Albert Howard, considerado o pai da agricultura orgânica, trabalhou na Índia, a serviço da Inglaterra, na estação experimental de Pusa, e começou a observar a maneira que os camponeses indianos reciclavam materiais orgânicos para fazer compostos e utilizar na agricultura, evitando o uso de fertilizantes químicos. Howard percebeu a melhor qualidade do solo e das plantas nele cultivadas e que os animais dos camponeses não adoeciam, enquanto os da estação experimental, apesar dos vários métodos sanitários empregados, eram mais suscetíveis às enfermidades.
Em 1940, Howard publicou o clássico da agricultura orgânica, “Um Testamento Agrícola”. Na Inglaterra, Lady E. Balfour publicou “The Living Soil" (1943) e fundou a Soil Association, fatos que ajudaram a divulgar as ideias de Howard. Jerome Irving Rodale popularizou as ideias de Howard nos EUA. No ano de 1979, a agricultura orgânica foi regulamentada nos estados de Oregon, Maine e Califórnia e a partir daí os alimentos orgânicos puderam ser rotulados como tal.  Em 1984 a agricultura orgânica foi reconhecida pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos. O Brasil assumiu esse termo como genérico, assim como a Inglaterra e os EUA."

Agricultura Natural:

Mokiti Okada foi um empresário bem-sucedido, até que houve uma grande crise financeira na década de 1920 no Japão. A partir daí, começou a estudar filosofia, artes e agricultura. Observando os problemas na agricultura japonesa, deu início a experimentos de campo. Em 1935, criou a religião messiânica, que tem como um dos alicerces a agricultura natural, cuja prática respeita as leis da natureza, alicerçada nos princípios da “verdade, do bem e do belo”, e divulga que a arte e os alimentos produzidos sem produtos químicos têm o poder de purificar o espírito e o corpo.  
As principais práticas recomendadas pela agricultura natural são: rotação de culturas, o uso de adubos verdes e a cobertura morta (restos de vegetais) sobre o solo. No que se refere ao controle de pragas e doenças, aconselha-se a manutenção das características naturais do ambiente, a melhoria das condições dos solos e, portanto do estado nutricional dos vegetais, o emprego de inimigos naturais de pragas e, em último caso, a utilização de produtos naturais não poluentes.
A agricultura natural, mesmo defendendo a reciclagem de matéria orgânica nos processos produtivos, evita o uso de matéria orgânica de origem animal. Essa agricultura se fortaleceu no Japão e se expandiu pelo mundo. A Fundação Mokiti Okada no Brasil foi instituída em 19 de janeiro de 1971.




De fato, os valores dos alimentos Orgânicos são muitas vezes elevados, se comparados aos da agricultura tradicional, porém cabe avaliar os danos ao nosso organismo ao longo prazo que os alimentos da agricultura tradicional podem trazer e os benefícios para saúde que seu consumo parcial ou total dos alimentos Orgânicos podem nos oferecer.

"A agricultura orgânica no Brasil é controlada, ou seja, para se produzir e comercializar produto orgânico é necessário se submeter ao controle do MAPA através de um critério de certificação, ou melhor, na verdade são três mecanismos de controle da qualidade orgânica. Existe um selo oficial do governo identificando o “produto orgânico” na rotulagem de embalados, assim como os modelos de produção biodinâmico, natural, orgânico, biológico, entre outros, são abrangidos pelo sistema. "

Existe ainda a certificação de Bem Estar Animal da HFAC – Humane Farm Animal Care - que é um protocolo de certificação conferido às empresas produtoras que implantam e seguem normas rigorosas com relação ao Bem Estar Animal. Uma das únicas empresas certificadas no país, é a Korin Agropecuária.

Onde encontrar orgânicos? Clique Aqui

Fontes:
Sistema Orgânico de Produção Agropecuária - Sérgio Carrano

22 janeiro 2013

Muito Além do Peso


Essa manhã recebi o link para esse documentário.

É muito importante que cada um de vocês vejam e reflitam sobre o tema apresentado.
Como o próprio título diz, é uma questão MUITO ALÉM DO PESO.

Fiquei muito perplexa e confesso, triste. Para mim, como profissional, esse documentário veio expressar por meio de imagens o que explico diariamente em meu consultório para pais, crianças e adultos.

É grave e muito sério. Não estamos falando de estética, estamos falando de saúde.

Vejam até o final, o documentário é meio longo, mas muitíssimo válido.
Vamos começar a mudar hoje, agora. Não temos tempo a perder!!!

Contem comigo para dar o primeiro passo.





05 janeiro 2013

Inchada! E agora?


Muitas pacientes minhas reclamam do inchaço constante. Ele pode existir por motivos diversos, e a alimentação pode ajudar a melhorar e reduzir esse sintoma.

A sugestão é colocar um suco anti-inchaço no lanche da tarde.

Inchaço nunca mais!!!


Suco I - Diurético, bom para redução de gordura abdominal, antioxidante, desintoxicante, anti-celulite, ajuda a melhorar dores articulares e musculares.

*1 xícara de melão cantaloupe em cubinhos
*1/2 cenoura
*50 ml de chá de erva-doce
*100ml de água



Suco II - Rico em vitamina C e antioxidantes, diurético e tranquilizante.

*6 morangos orgânicos
*1 colher de sobremesa de salsinha
*1 colher de sopa de aipo
*150ml de água




Suco III - Diurético, desintoxicante e estimula a produção de colágeno.

*150ml de chá de hibiscos
*1/2 suco de limão
*6 morangos orgânicos



Suco IV - Contém vitaminas A, C, E e K e complexo B, diurético, antioxidantes, favorece a circulação linfática, evitando a retenção de líquido e celulite.

*Suco de 1 lima da pérsia
*1 xícara de melancia em cubinhos
*3 folhas de hortelã
*150ml de água




Receitas: Blog Patrícia Davidson

27 dezembro 2012

Quais os Nutrientes? Letra E, F e G

Espinafre: Rico em folatos, que ajudam a diminuir o risco de doenças cardíacas e Luteína, que ajuda a prevenir a degeneração macular, um problema de retina que afeta principalmente a terceira idade.







Figo: É rico em potássio, cálcio. fósforo, fibras, e por ser fonte de carboidratos também é energético.




Framboesa: Contém fibras, ferro, e bioflavanóides que protegem contra o câncer.




Goiaba: Rica em vitamina C, possui Licopeno em poderoso antioxidante que mantém a juventude das células por mais tempo, ajuda a prevenir vários tipos de câncer e doenças degenerativas.




Graviola: É rica em carboidratos, constituindo como importante fonte energética. Contém quantidades significativas de vitamina C, B1 e B2. Contém Anonacina, que apresenta efeito anticancerígenos em estudos realizados in vitro.




Você sabe o que é IMC?



O famoso IMC (índice de massa corporal) é um cálculo muito usado para saber o equilíbrio do seu peso x altura.
O IMC é uma das ferramentas usadas para saber se você está acima do peso. Porém, não podemos levar em consideração somente essa fórmula matemática.
Durante a consulta além do IMC, é feito um rastreamento metabólico para conhecer um pouquinho como seu corpo funciona e como está seu metabolismo. Além disso, verificamos também a circunferência da cintura, do quadril e a abdominal.

** Calcule seu IMC na nossa calculadora na coluna ao lado e depois veja a classificação na tabela abaixo!


Classificação do IMC:


Classificação
IMC
Magreza grau III (grave)
< 16,00 kg/m²
Magreza grau II (moderada)
16,00 - 16,99 kg/m²
Magreza garu I (leve)
17,00 - 18,49 kg/m²
Baixo peso
18,50 - 19,9 kg/m²
Normal
20 - 24,9 kg/m²
Sobrepeso
> 25kg/m²
Pré-obeso
25,99 - 29,99 kg/m²
Obesidade grau I
30 - 34,99 Kg/m²
Obesidade grau II
35 - 39,99 Kg/m²
Obesidade grau III
> 40 Kg/m²




Para calcular seu gasto calórico e qual o valor correto de calorias e nutrientes para sua dieta, procure um profissional de Nutrição.


Gostou? Compartilhe!!!


17 dezembro 2012

Segunda Sem Carne - Apoie Essa Idéia!


O que é a campanha?


A Campanha Segunda Sem Carne se propõe a conscientizar as pessoas sobre os impactos que o uso de carne* para alimentação tem sobre o meio ambiente, a saúde humana e os animais, convidando-as a tirar a carne do prato pelo menos uma vez por semana e a descobrir novos sabores.
Existente em vários outros países, como nos Estados Unidos e no Reino Unido (onde é encabeçada pelo ex-Beatle Paul McCartney) e apoiada por inúmeros líderes internacionais, a campanha foi lançada em São Paulo em outubro de 2009 numa parceria da Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB) com a Secretaria do Verde e Meio Ambiente (SVMA) da prefeitura, posteriormente estendendo-se a várias outras cidades brasileiras.
A fim de facilitar a adoção deste hábito, a SVB fornece aqui receitas saborosas, dicas de nutrição, notícias e informações qualificadas a respeito das razões éticas, ambientais e de saúde para passar essa idéia adiante.
* No Brasil se tornou usual correlacionar a palavra “carne” com apenas a carne bovina. Lembramos que este termo, na verdade, se aplica também a peixes, aves e qualquer outro animal.
Porque Segunda?
A principal razão por trás desta sugestão é que nós, brasileiros, frequentemente consumimos carnes em quantidade ainda maior durante o fim de semana. Na segunda-feira normalmente as pessoas, por esse motivo, estão mais propensas a comer coisas leves. Pesquisas indicam que os restaurantes vegetarianos recebem mais clientes às segundas-feiras. Segunda-feira é também um dia de se iniciar coisas novas, como deixar de fumar ou começar um regime.
Então, segunda-feira bem pode ser o dia para se tirar a carne do cardápio e com isso gozar de mais saúde, gerar um impacto menor ao meio ambiente e refletir sobre a maneira como os animais são criados e abatidos para gerar comida. Levando isso em conta, por que não passar a segunda-feira sem consumir carnes para compensar o excesso do fim de semana?
Porque sem Carne?
Há vários motivos pelos quais opta-se por não consumir carnes (bovina, suína, de aves, de peixes e outras).* Veja abaixo alguns deles:
Pelas pessoas
Uma alimentação centrada em vegetais favorece a prevenção de doenças crônicas e degenerativas como doenças cardiovasculares, hipertensão arterial, obesidade, diversos tipos de câncer e diabetes. Por apresentar tantos benefícios, dietas sem carne são estimuladas pela Associação Dietética Americana e Nutricionistas do Canadá, bem como por renomadas instituições como o American Institute for Cancer Research, American Heart Association, FDA (Food and Drug Administration), Universidade de Loma Linda, Departamento de Agricultura dos Estados Unidos e Clínica Mayo.
Pelos animais
Atualmente, são mortos cerca de 70 bilhões de animais terrestres por ano no mundo, com a justificativa de que precisamos nos alimentar. No entanto, o reino vegetal é plenamente capaz de encher nossos pratos. Uma alimentação sem ingredientes de origem animal é ética, saudável e sustentável. Assim como nós, os demais animais querem ser livres e ter uma vida normal junto a membros da sua espécie. Desde milênios, o homem vem explorando e subjugando os animais. Considerados inferiores, são transformados em mercadoria. Impedi-los de desenvolver uma vida plena não é justo, já que possuímos outras alternativas saudáveis e menos impactantes para nos alimentar.
Pela sociedade
Grande parte dos grãos produzidos mundialmente vai para a alimentação de animais, incluindo 60% do milho e da cevada e até 97% do farelo de soja. E a maioria destes produtos animais é consumida pelos povos mais ricos. Em um planeta com um bilhão de pessoas passando fome, as carnes apresentam-se como uma fonte de alimentos extremamente ineficiente, demandando recursos escassos como água e terras agriculturáveis – que poderiam ser usados para alimentação humana direta.
Pelo planeta
Já há quase 7 bilhões de pessoas na Terra e, para produzir carne para esta população, é preciso criar bilhões de animais que consomem água, comida e recursos energéticos, demandam espaço, produzem grande quantidade de excrementos, contaminam os mananciais, causam erosão e geram poluição atmosférica. A criação de animais para abate é uma forma ineficiente de produzir alimentos: para cada quilo de proteína animal são necessários de 3 a 15 kg de proteína vegetal (milho, soja e outros).

EU APOIO, E VOCÊ?