18 janeiro 2016

Tabule de Quinoa


Ingredientes

1 xícara (chá) de quinoa-real em grãos
1 tomate sem pele e sem sementes, cortado em cubinhos
1 cebola média picada
1 dente de alho grande picado
3 colheres (sopa) de salsinha picada
2 colheres (sopa) de hortelã picada
raspas de 1 limão
suco de 1 limão
2 colheres (sopa) de azeite
2 xícaras (chá) de água
sal a gosto

Modo de Preparo

Numa panela, coloque a quinoa-real e a água. Leve ao fogo médio e deixe cozinhar por 25 minutos até a água secar, com a panela entreaberta. Transfira a quinoa para uma tigela e deixe esfriar.
Na tigela com a quinoa, misture todos os outros ingredientes e mexa bem. Leve à geladeira.
Um pouco antes de servir, tire o tabule da geladeira e deixe descansar um pouco à temperatura ambiente. Se quiser, sirva com coalhada seca e pão sírio.



Fontes:
Receita - Panelinha
Foto - Hat & Apron

14 janeiro 2016

Leite e Derivados


Assunto recorrente no consultório é a grande questão de consumir ou não leite de vaca. Para entendermos melhor, o que mais diferencia é a composição de proteínas e minerais.

A relação da proteína do soro/caseína no leite humano é 80/20, no de vaca 20/80. Essa baixa concentração de caseína do leite humano, representa uma melhor digestibilidade. E o leite bovino contém betalactoglobulina, uma proteína que NÃO existe no leite humano e é comprovadamente a mais alergênica do leite de vaca para humanos, e principalmente não termos enzimas que digerem esta proteína.

Existem muitos estudos que demonstraram existir mais de 25 frações alergênicas no leite de vaca. O leite bovino possui 3x mais proteína que o leite humano, acidificando o pH sangüíneo e sobrecarregando o rim, quando consumido em alta quantidade, e aumentando a excreção de cálcio. E por falar em cálcio, esse está presente 3x mais no leite bovino, porém em desequilíbrio com outros minerais o que prejudica sua absorção.

As proteínas alergênicas do leite e derivados provocam uma inflamação na mucosa gástrica, alterando sua absorção de nutrientes e a produção de substâncias como serotonina, hormônios, enzimas digestivas produzidas ali. Macromoléculas também conseguem ultrapassar a mucosa intestinal alterada provocando reação do organismo, pois são entendida como antígeno (substâncias estranhas).

Estudos comprovam a relação da alergia ao leite de vaca com: otite, dermatite, rinite, sinusite, bronquite asmática, amigdalite, obesidade, resistência a insulina, aumento do muco, gastrite, enterocolite, esofagite, refluxo, constipação intestinal, enxaqueca, fadigas sem explicação, artrite reumatóide, falta de concentração, TDHA, dislexia, ansiedade e depressão.

Procure um nutricionista para orientar!

Felicidade Faz Parte da Dieta!




Artigos:
1- New A.S., et al. Dietary influences on bone metabolism: further evidence of a positive link between fruit and vegetable consumption and bone health? Am. J. Clin. Nutr. 2000;71:142-51.
2- Iacono,G. MD, et al. Chronic constipation as a symptom of cow milk allergy. The Journal of Pediatrics.1995; 126 (1): 34-39.
3- Gaby, A.R., M.D., The role of hidden food allergy/intolerance in chronic disease. Alt Med Rev, 1998; 3(2): 90-100.
4- Boris M, Mandel F.S. Foods and additives are common causes of the attention deficit hyperactive disorder in children. Ann Allergy, 1994; 72:462-468.
5- Nsouli, TM, Nsouli, SM, Linde, RE, et al. Role of food allergy in serous otitis media. Ann Allergy,1994; 73:215-219.
6- Ogle KA, Bullock JD. Children with allergic rhinitis and/or bronchial asthma treated with elimination diet. Ann Allergy, 1977; 39:8-11
7- Ratner D, Eshel E, Vigder K. Juvenile rheumatoid arthritis and milk allergy. J R Soc Med, 1985; 78:410-413.
8- Monro J, Carini C, Brostoff  J. Migraine is a food allergy disease. Lancet, 1984; 2:719-721
9- Stromqvist M, Falk P, Berstrom S, Hanson L, Lonnerdal B, Normark S, Hernell O - Human milk k-casein and inhibition of Helicobacter pylori adhesion to human gastric mucosa. Journal of Pediatric Gastroenterology and Nutrition, 1995; 21: 228-298.
10- Saarinen UM and Kajosaari M - Breastfeeding as prophylaxis atopic disease: a prospective follow-up study until 17 years old. The Lancet, 1995;346: 1065-1069.
11- Pollack JI. Associações de longa duração com a alimentação infantil em uma população de bebes clinicamente comprometidos. Development Medicine and Child Neurology, 1994;36: 429-440.
12- Bishop NJ, Dahlenburg, Fewtrell MS, Morley R, Lucas A. Early diet of preterm infants and bone mineralization, Acta Pediatric, 1996;85: 230-236.  
13- Ctenas, MLB, Vitolo, MR.Crescendo com Saúde: o guia de crescimento da criança. São Paulo: C2 Editora e Consultoria em Nutrição Ltda, 1999.
14- Composição do leite materno. Disponível em URL http:// www.aleitamento.org.br/composi.htm
15- Murray, M. T. Encyclopedia of nutritional supplements. Rocklin: Prima Health,1996. 488p.
16-Lin, R. Y., Schwartz, L. B., Curry, A. et al. Histamine and tryptase levels in patients with acute allergic reactions: Na emergency department-based study. J.Allergy Clin. Immunol. 106(1 Pt 1): 65-71, 2000.
17-Rena, RJM. A Mulher e a Osteoporose: Como prevenir e controlar. São Paulo: Iátria, 2003.
18- Brotoff, J, Gamlin, L. Food allergies and food intolerance. Bloomsbury: Vermont, 2000. 414p.

13 janeiro 2016

Pudim de Chia


Ingredientes:
🔹200ml de leite vegetal (leite de arroz, amêndoas, coco, castanhas)
🔹3 colh de sopa de semente de chia
🔹Açúcar de coco, demerara ou adoçante a gosto
🔹Fruta ou Creme de Fruta a gosto
🔹Amêndoas em lascas a gosto

Modo de Preparo: Coloque o leite vegetal em um copo ou potinho e adoce caso haja necessidade, acrescente a chia e mexa com uma colher. Coloque na geladeira até atingir a consistência de mousse. Decore com frutas picadas ou frutas em creme e amêndoas em lascas a gosto.


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Chá de Chapéu de Couro


O chapéu-de-couro (Echinodorus grandiflorus) é uma planta medicinal também conhecida popularmente como chá-de-campanha, chá-mineiro, aguapé, alismacéa, erva-de-bugre, congonha-do-brejo, erva-do-brejo e erva-do-pântano. Inclui os sinônimos botânicos Alisma grandiflorum, Echinodorus floribundus, Echinodorus muricatus, Echinodorus muricatus, Echinodorus probeacens, dentre outros.
Seus constituintes químicos: alcalóides, flavonóides, glicosídeos, resinataninos, triterpenos. 
Ficou conhecido por ser utilizado com promessas de emagrecimento (já escutei paciente me dizendo que tomava o refrigerante Mineirinho - que tem extrato de chapéu de couro - para emagrecer 😒), por sua ação diurética.
O seu chá é utilizado também para tratar os incômodos do reumatismo, artrite, ou usado como gargarejo ou bochecho para afecções da garganta (amigdalite e faringite), estomatite e gengivite (Lorenzi; Matos, 2002).
O chá de suas folhas também é utilizado popularmente no tratamento da hipertensão arterial (Tiribiçá et al., 2006).
E tem propriedades medicinais mais conhecidas como: adstringente, anti-reumática, anti-sifilítica, depurativa do sangue, diurética, hipotensora, laxante.

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Gestação e Ácido Fólico


Estou com muitas gestantes no consultório, e com muitas amigas próximas grávidas também. E o que eu vejo (e vejo outras amigas nutris comentando também), é que todas chegam na consulta tomando uma quantidade muito superior a recomendada pelo Ministério da Saúde (que é 400mcg/dia)
Mas porque tomar ácido fólico?
O ácido fólico é recomendado a ser suplementado para prevenção de defeitos no tubo neural (responsável pelo sistema nervoso).

Quando a gestação é planejada, fazemos exames para identificar possíveis deficiências (o que não é muito raro, já que o anticoncepcional interfere na absorção de ácido fólico), e assim podemos adequar a alimentação e a possível suplementação pré-gestação. Quando não há planejamento, também devemos monitorar essa ingestão de ácido fólico. Não é porque estamos falando de uma vitamina que ela não tem efeitos colaterais, ok?
O excesso de ácido fólico pode causar náuseas constantes, inchaço abdominal, excesso de gases, e insônia.
Um estudo de 2014 (Krishnaveni GV, et al. Diabetologia, 2014) apresentou associação entre a concentração de ácido fólico nas mães e resistência a insulina nas crianças e predisposição a obesidade.
Alimentos ricos em ácido fólico: Espinafre, brócolis, gema de ovo, lentilhas, quiabo e tomate são bons exemplos.

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05 janeiro 2016

Cranberry e seus Benefícios


Essa frutinha vermelha, originária da América do Norte é rica em vitamina C e antioxidantes. Muito conhecida para auxiliar no tratamento de infecções do trato urinário (bexiga, próstata, ureter ou rins), também é ótima para o fígado auxiliando na detoxificação hepática. 
Suas propriedades antioxidantes também ajudam na saúde das artérias, prevenindo doenças cardiovasculares e melhorando os níveis de colesterol sérico.
Podemos encontrar diversas opções no mercado para consumir o Cranberry. Além da fruta fresca, esse ingrediente está presente em sucos concentrados, geléias, bebidas prontas, extrato ou em cápsulas. A dose e seu uso depende de cada pessoa e seu histórico. INDIVIDUALIDADE SEMPRE, ok? 
beijos da Nutri.
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Fonte da Imagem: Google Imagens